Preencha os campos abaixo para submeter seu pedido de música:
A administração de Lula estima que irá injetar R$ 12 bilhões na economia ao alterar a regra referente ao saque-aniversário do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).
Essa ação tem como objetivo reverter a fraca popularidade do presidente. Contudo, a preocupação é que isso possa aquecer ainda mais uma economia que já apresenta sinais de alta, com a inflação em crescimento.
O Banco Central aponta que a estratégia do governo de aumentar gastos e injetar dinheiro na economia é uma das principais razões para a elevação da inflação. Em resposta, o Comitê de Política Monetária tem elevado a taxa de juros básica em cada reunião, na tentativa de conter a atividade econômica.
A modificação, que o governo planeja revelar nesta sexta-feira (28), possibilitará aos trabalhadores que escolheram o saque-aniversário também retirar o montante total em caso de demissão sem justa causa. Atualmente, existe um período de carência de dois anos para essa situação.
A medida provisória deve assegurar que todos os demitidos até a data de publicação e que optaram pelo saque-aniversário possam acessar o saldo integral.
Ainda há discussões no governo sobre a possibilidade de coexistência das duas modalidades no futuro. Ou seja, se aqueles que forem demitidos futuramente poderão escolha o saque-aniversário e não enfrentarão a carência.
A administração defende que o trabalhador demitido carecia de informações adequadas e que houve confusão ao optar pelo saque-aniversário.
Mudanças semelhantes em gestões passadas
Os governos anteriores, liderados pelo ex-presidente Michel Temer e pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, também implementaram alterações no FGTS em períodos de baixa aceitação popular, buscando conquistar a simpatia dos trabalhadores formais.
O governo de Bolsonaro introduziu a modalidade de saque-aniversário em 2019.
Por outro lado, a gestão de Michel Temer permitiu que trabalhadores retirassem uma parte dos lucros do FGTS.
E quanto aos informais?
A limitação dessa iniciativa, em termos de popularidade, é que ela se dirige predominantemente aos trabalhadores com carteira assinada.
Entretanto, o trabalhador informal, que forma um grupo cada vez mais expressivo e vital para as ambições eleitorais de qualquer presidente, ainda não foi incluído.